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A metonímia horrífica na ficção: a concepção sui generis de monstros em "Consciência tranquila"

Autor

Gabriel Costa Resende Pinto Bastos dos Santos

Ano

2024

TAGs

Artigo, Literatura Brasileira, Século XIX, Cruz e Sousa

Neste artigo, Gabriel Resende analisa o conto “Consciência tranquila” (1897), de Cruz e Sousa, a partir da categoria de “monstruosidade por metonímia”, formulada por Noël Carroll. Esse tipo de figuração ocorre quando o aspecto repulsivo de uma personagem é indicado por associações e signos externos às suas características aparentes. No corpus escolhido, o protagonista — um escravagista em seu leito de morte — é apresentada a partir de uma série de recursos discursivos que destacam a vileza de seus crimes e o contexto abominável da escravidão. Para o pesquisador, essa estratégia narrativa seria particularmente produtiva em tradições literárias como a brasileira, cuja crítica valorizou obras mais realistas e documentais — pouco afeita a monstruosidades sobrenaturais e fisicamente repugnantes.

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